Uma reflexão sobre os vilões

Em uma conversa com o Cesar Sinicio do Cabine Literária, me veio uma  grande questão em mente: “Os vilões são sempre incompreendidos” e é basicamente sobre isso que esse post trata.

Bom, é um fato que o mau não nasce mau, o mau é criado e cada um tem o seu motivo pra sucumbir ao lado negro da força — amores perdidos, problemas familiares, o ultimo pedaço do bolo comido— e é de suma importância entender esses motivos, para que possamos afinal, entender os vilões.

Vejam, por exemplo, o Síndrome (vilão de “Os Incriveis“)  ele era apenas um garoto tentando ajudar seu ídolo, mas que foi desvalorizado e deixado de lado tantas vezes que criou um rancor enorme e virou um vilão. Todo esse problema se resolveria se o Senhor Incrível tivesse um pouco mais de humildade com as pessoas. Então nesse caso nós poderíamos dizer que além de o vilão ser incompreendido também poderíamos falar que o herói que criou o vilão?

73

Outra vilã que foi um pouco incompreendida por causa dos “mocinhos” foi a Malévola (A Bela Adormecida) que só queria ser convidada para o batizado da princesa Aurora

RTEmagicC_malevola_5.jpg

Engraçado que os reis convidaram todas as fadas, menos a Malévola e foi esse desejo de se misturar com todos, de ser pelo menos lembrada que fez com que a nossa querida vilã entrasse de penetra, roubasse docinhos e lançasse uma maldição do sono na querida Aurora. De novo, foi o herói que tornou o vilão ser quem ele é.

O ultimo que vou citar,  já foi considerado um vilão porém  hoje em dia ele está mais para anti-herói. É o Klaus Mikaelson (The Orginals) ele sempre sofreu por ser o filho bastardo e nunca recebeu amor ou qualquer outro sentimento bom vindo do seu próprio pai. O pequeno Klaus cresceu, virou um vampiro cruel e sem compaixão e que não conseguia por muitas vezes entender muito bem o amor (muita vezes enfiando uma estaca no coração dos seus próprios irmãos)

Joseph Morgan as Klaus on The Vampire Diaries S03E14 2
Tudo o que ele queria era receber amor e reconhecimento, assim como os outros vilões citados acima.

Eu poderia estender esse post por muitos parágrafos citando vários outros vilões e várias outras razões para eles serem vilões, mas o ponto é: o herói não é herói sem motivos, e o vilão não é vilão sem motivos, um precisa do outro e um cria o outro. Então parem de puxar o saco dos heróis e pensem: O quanto criar um vilão é heroico? Um reflexão que deveria ser levada a sério, não nos seriados e filmes, mas sim no dia-a-dia.

Querem acompanhar o conteúdo do blog? Então fique de olhos nas minhas redes sociais  Facebook  Twitter  Instagram

 

 

Lucas, 18 anos. Altos níveis de déficit de atenção e imaginação. Fã de literatura fantástica, café e frio (: Pretende escrever um livro e morar em NYC

Leave a Reply