Um papo sobre supervalorização, incoerência e fórmula para ser best-seller

* Esse texto expressa minha opinião e você não é obrigado a concordar com nada*

Supervalorização? 

Minha vida como leitor começou há pouco tempo, nada comparado a outros blogueiros e youtubers que a gente encontra por ai, mas de um certo tempo para cá eu venho percebendo -e acho que alguns blogueiros também- como os livros estão se tornando algo tão indispensável e valorizado nos últimos tempos.  Não que eu não goste disso, porém tampouco gosto.  

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 Mas me pergunto se a valorização desses livros condiz com a vontade de querer ler. Não entendeu? Ok, vou explicar.  Há um tempo atrás eu fiz um post sobre  reflexão sobre os vilões e eu fui muito simples, muito raso. Por quê? Tive medo de escrever algo grande, algo que as pessoas se desgastariam. Um certo tempo depois de publicar o post eu pensei em como não fazia sentido ter medo de escrever textos grandes para um publico que gosta de ler. Mas ai que está, perguntei para alguns conhecidos com que frequência eles visitam blogs sobre assuntos voltados para literatura e coisas do gênero, foi ai que levei um susto: a maioria não costuma ler mais de uma resenha por mês, ou mais de um post com assuntos parecidos com o que eu queria falar.  Foi ai que eu me desanimei a postar, vi que a maioria se interessava mais por videos no youtube do que por resenhas escritas, o que não condiz muito com os interesses de ávidos leitores que eles demonstram ser na internet.  
Não estou dizendo que leitores deveriam ler tudo o que veem pela frente, só que PARA MIM não fazia sentido um grupo de pessoas que preferem videos em vez de livros se denominarem leitores e não cinéfilos. 
 

Entendendo os leitores

Eu não sou do tipo que julga, mas percebi que o tipo de livro preferido por pessoas “desinteressadas por textos grandes” são os best-sellers e APENAS  os best-sellers (não vou generalizar). Não que eu leia clássicos, eu posso contar nos dedos quantos clássicos eu já li, e não, eu não acho que quem leia clássicos tenha uma forma de pensar muito diferente de quem só lê best-seller. 
  A zona de conforto em que as pessoas estão é muito grande e isso acaba deixando-as inertes e rasas sobre certos assuntos, sobre novas possibilidades. Argumentos como “não precisa escrever tanto” ou “é muito melhor gravar um vídeo” são muito comuns hoje em dia, pois a maior base de leitores está acostumada com uma leitura rápida e simples. Isso não deveria ser um problema até começar a se tornar um problema. Leitores estão cada vez mais preguiçosos e isso é um fato. 
 Recentemente, uma escritora brasileira disse que Harry Potter não é literatura e em menos de 24 horas eu vi milhares de comentários em diversos sites xingando essa tal escritora e comentários contra a opinião da mesma, mas sem perceber esses leitores estão se contradizendo. Obviamente Harry Potter é literatura SIM, do mesmo jeito que jornais e revistas podem ser também e do mesmo que escrever textos enormes em um blog (ou facebook ou a merda que for) é literatura também.  Agora, por quê valorizar tanto os best-sellers e desvalorizar tanto outros meios de comunicação em que a literatura predomina?

Fórmula secreta para ser um best-seller? 

Eu não sei vocês, mas em certo ponto, tantos livros na lista dos “mais vendidos” me incomoda bastante. Acho que a importação de livros para o Brasil é super válida e nunca serei o tipo de pessoa que dita regra de leitura  mas o que me deixa com uma pulga atrás da orelha é a saturação de livros infanto-juvenis. Será que o mercado não precisava dar uma diminuída em tantos livros famosos e começar a importar livros não tão conhecidos mas igualmente bons (ou até melhores)? Será que o ato de ler ficou tão deturpado ao ponto de o conteúdo de um livro ser o fator menos importante sobre ele?
 Eu tenho uma teoria que envolve os Illuminati (brincadeira) que as editoras e os agentes literários tem uma fórmula para um livro chegar ao topo, eles escolhem livros com potencial e os transformam eu super-livros (quase que uma Arma X) é como se fosse “O seu livro tem adolescente com câncer, adolescentes inseguros e excluídos que se descobrem heróis da noite pro dia, casais fofos e triângulos amorosos? Ah, não tem? Então desculpa, mas não queremos o seu livro, mas se tiver a gente pode ajudar você a ficar rico escrevendo”   
 Eu realmente amo essas histórias, eu amo ler sobre fantasia, eu amo ser romances clichês e blá blá blá, mas o lance é: Será que não estamos saturados disso? O mundo literário precisa que a diversidade seja destacada, então por favor, se joguem nesse mar imenso chamando literatura e não tenham medo de afundar, pois o fundo pode ser um lugar incrível. 

Lucas, 18 anos. Altos níveis de déficit de atenção e imaginação. Fã de literatura fantástica, café e frio (: Pretende escrever um livro e morar em NYC

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